Oeiras, mais à frente ou mais atrás?


Passados 8 dias aqui estamos a fazer o balanço das autárquicas de Oeiras: o IOMAF conseguiu a Presidência da Câmara Municipal, no total de 5 mandatos, o PSD, 3 mandatos, o PS 2 e a CDU 1. Todos tiveram menos votos, mesmo Paulo Vistas teve menos 10.000 votos que Isaltino Morais em 2009. Inverteram-se as posições entre PS e PSD.

Para a Assembleia Municipal o IOMAF conseguiu a maioria relativa, o mesmo se passando em 4 das 5 freguesias e uniões de freguesias. O PS, vencedor em Porto Salvo, também será obrigado a fazer aliança (s).

O Oeiras Mais Atrás disse, 3 dias, antes quem seria o novo presidente, fruto dos inquéritos que lançou, ainda que o último, com uma amostra demasiado pequena pudesse desvirtuar o resultado final. Pela reduzida dimensão da amostra decidimos somar os 2 inquéritos e encontrar a média, da qual resultou a vitória folgada de Paulo Vistas/IOMAF, ainda que da sua transformação em mandatos resultasse o mesmo número para o IOMAF e para PSD (4 cada). Quanto ao PS e CDU o resultado foi o esperado, ainda que o PS e o PSD lutassem até ao fim pelo 3.º vereador.

Nenhuma força política teve maioria em qualquer órgão, pelo que estamos expectantes quanto às alianças.

Na escola de S. Bruno, onde a autora destas linhas votou, deparamo-nos com alguns eleitores e eleitoras que perguntavam onde estava, no boletim de voto, «uma nova ambição», onde se votava no Dr. Moita Flores, no Moita Flores ou no «Moita». Não terá sido um erro de «casting» do PSD não ter aparecido nos boletins de voto com o mote da campanha «Uma Nova Ambição» seguido de PPD/PSD?

Não sabemos se Oeiras ficou mais à frente ou mais atrás. Achamos que nem uma coisa nem outra, Oeiras vai parar no tempo porque o Orçamento para 2014 vai ainda ser mais reduzido que o de 2013, o de 2015 será ainda mais reduzido que o de 2014. Cá estaremos para verem que o Oeiras Mais Atrás tem razão. E Paulo Vistas sabe que é assim.

OEIRAS E CASCAIS, TÃO DIFERENTES E TÃO IGUAIS


Em Oeiras, o PSD esconde-se atrás do grená, de Moita Flores e de Uma Nova Ambição;

Em Cascais, Carlos Carreiras e o PSD escondem-se atrás da cor azul e do Movimento Viva Cascais, que de Movimento não tem nada, é uma coligação de partidos (PSD+CDS).

Aqueles que contribuíram para o descrédito do PSD e que têm uma considerável quota parte de responsabilidade na eleição de Passos Coelho, casos de Carlos Carreiras e Alexandre Luz, têm vergonha do PSD, escondendo-se, ardilosamente, atrás de cores e siglas que nada têm a ver com o PSD social democrata.

A supremacia de Carlos Carreiras, via Miguel Pinto Luz, sobre a concelhia do PSD de Oeiras continua, qual cordão umbilical que não pode ser cortado, sob pena de virem à luz do dia coisas que devem permanecer enterradas ou hibernadas.

O PSD de Oeiras é um protectorado do PSD de Cascais, corporizado pelo carreirista Carlos Carreiras.

A nova CatarinaO novo PedroViva Cascais

PAULO VISTAS: A MISTIFICAÇÃO DESMISTIFICADA


O Oeiras Mais Atrás interessa-se por tudo o que se passa sobre a governação de Oeiras. Sempre que possível lê os blogues da concorrência, como é o caso do Luz de Queijas, Pinhanços e Oeiras Local.

Hoje, consultamos o Pinhanços e tivemos o grato prazer de constatar que deu publicidade a um nosso post. Tomamos também conhecimento no Pinhanços que Paulo Vistas escreveu uma carta aos colaboradores (?) da Câmara e dos SMAS da qual destacamos algumas afirmações que não correspondem à verdade, tais como:

AFIRMAÇÃO – «Passei os últimos 8 anos da minha vida como Vice-Presidente do melhor autarca que Portugal algum dia teve…»

A VERDADE – O cargo ou lugar de Vice-Presidente não existe. Segundo a Lei n.º 169/99, republicada pela Lei n.º 5-A/2002, a Câmara Municipal é composta por um Presidente e X vereadores. No caso de Oeiras é um Presidente e 10 vereadores. Na sua 1.ª reunião o Presidente nomeia Vice-Presidente um dos vereadores, que o substituirá nas suas ausências e impedimentos.

Exemplo: Isaltino Morais foi a Moçambique, Paulo Vistas assumiu a Vice-Presidência; Isaltino Morais regressou de Moçambique, Paulo Vistas é apenas e só vereador.

Quanto ao «melhor autarca que Portugal algum dia teve» como é possível fazer esta demagógica e populista afirmação se Paulo Vistas apenas trabalhou com Isaltino? Se tivesse trabalhado com Nuno Krus Abecassis, com Rui Rio, com Maria Emília de Sousa, com Fernando Costa, com António Capucho, p.e., poderia fazer esta comparação.

AFIRMAÇÃO – «O Movimento Independente Isaltino Oeiras mais à Frente, pelo qual sou candidato, nasceu no seio dos oeirenses e é o seu reflexo natural.»

A VERDADE – O Movimento Independente Isaltino Oeiras Mais à Frente «IOMAF» NÃO NASCEU no seio dos oeirenses, NASCEU no seio do PSD de Oeiras!

Quanto ao «reflexo natural», Isaltino só há 1, o Afonso de Morais e mais nenhum!

AFIRMAÇÃO – «Não servimos senão o interesse de Oeiras e dos oeirenses!»

A VERDADE – Quando o IOMAF for desalojado do Poder e a Procuradora-Geral da República, Dr.ª Joana Marques Vidal, tiver tempo para se debruçar sobre Oeiras, veremos os esqueletos que serão tirados do armário e quem vai responder por eles! 

E a coisa complica-se porque outro maçon, Noronha do Nascimento, Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, abandona o cargo no dia 12/6. Em conluio com o ex-PGR Pinto Monteiro abafou muitas vigarices dos poderosos. Vai ser substituído por alguém fora do círculo do «avental e dos filhos da viúva», pelo que as coisas vão começar a doer em Oeiras, na Câmara Municipal e SMAS.

AFIRMAÇÃO – «Paulo Vistas Presidente da Câmara Municipal de Oeiras»

A VERDADE – O Presidente eleito da Câmara Municipal de Oeiras é Isaltino Afonso de Morais, Paulo Vistas é Presidente em exercício (ou em substituição) da Câmara Municipal de Oeiras!

Presunção não falta a Paulo Vistas, ainda o homem não está morto e já o quer enterrar!

«Disse-lhe Pedro: Ainda que sejas para todos uma pedra de tropeço, nunca o serás para mim. Declarou-lhe Jesus: Em verdade te digo que esta noite, antes de cantar o galo, três vezes me negarás. Replicou-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. Todos os discípulos disseram o mesmo.» (Mateus 26:33-35)

 paulovistasisaltino

ISALTINO MORAIS: CULPADO OU INOCENTE?


Assistimos à entrevista que Isaltino Morais deu à RTP na pessoa do jornalista Vitor Gonçalves (as más línguas já dizem que a mesma foi ‘encomendada’ e que o jornalista se pôs ou foi posto a jeito).

Isaltino não acrescentou nada de novo. Concordamos quando referiu que o seu caso tem sido julgado na praça pública. Nem contra Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro ou Avelino Ferreira Torres se viu tanta sanha. Porquê?

O que Isaltino não referiu é que a sua persistência em se manter à frente dos destinos de Oeiras também tem prejudicado o município. Por que é que a Microsoft abandonou Oeiras e passou a sua sede para Lisboa?

Por que é Isaltino nunca explicou a saída de Luís Todo Bom da AITEC Oeiras?

Por que é que Isaltino andou a ver a banda passar no caso Taguspark?

Isaltino referiu que Oeiras é motivo de inveja por ter dos melhores índices nacionais no desemprego, no apoio social, na educação. É verdade. Partilhou estes sucessos com os técnicos da Câmara Municipal. Mas esqueceu-se de referir os políticos que estiveram ao seu lado, que tiveram pelouros, que tiveram a argúcia, o engenho e arte de contribuir para o seu sucesso político, nem todos da área do PSD: Aline Betencourt, Arnaldo Teixeira, Celorico Moreira, Teresa Zambujo, José Eduardo Costa, David Justino, Jorge Barreto Xavier, Ferreira de Matos. Teve Marques Mendes como Presidente da Assembleia Municipal de Oeiras.

Isaltino Morais esqueceu-se também de referir o apoio que recebeu dos vários presidentes de junta (ou presidentes da junta?), nem todos da área do PSD.

Quem tiver acompanhado o «Caso Isaltino» (se for residente em Oeiras estará mais habilitado) sabe que tudo se resumiu a um caso de «saias». Isaltino pôs-se a jeito de mulher despeitada e trocada.

Seja qual for o desfecho do seu caso, «guilty, or not guilty», a dúvida pairará para todo o sempre. Ou talvez não.

O SENHOR QUE SE SEGUE


Do Gabinete de Comunicação do Município de Santarém (PA-BR) recebemos a seguinte Nota de Imprensa:

Foi este Município contatado pela folha digital portuguesa OMA – Oeiras Mais Atrás sobre a veracidade da renúncia à presidência da prefeitura de Santarém do Senhor Francisco Maria Moita Flores. Verificou-se que tal senhor não é, nem nunca foi Prefeito de Santarém. Pensando tratar-se de uma confusão que poderia envolver outra cidade com o mesmo nome, entramos em contato com Município irmão de Santarém do Ribatejo, que nos confirmou que por lá passou um Senhor escritor, antigo policial de investigação científica e criminal, Prefeito nas horas vagas e que renunciou à cadeira da presidência no dia 31 de outubro de 2012, como pode ser comprovado pelo documento que se junta.

Todas as questões sobre o ex-policial deverão ser remetidas para Largo do Avião Lusitânia, n.º 15, Oeiras, Lisboa (não confundir com Oeiras do Piauí), telefone 214 416 453, fac-simile 214 417 592, celular 912 345 678.

Presidência da Prefeitura de Santarém, 21 de março de 2013.”

Como se pode ver pelo documento que recebemos de Santarém, Francisco Maria MOITA FLORES, candidato a Oeiras (de Lisboa), RENUNCIOU ao lugar de Presidente da Câmara Municipal de Santarém no dia 31 DE OUTUBRO DE 2012 pelo que, nos termos da Lei n.º 46/2005, de 29 de agosto, NÃO PODE SER CANDIDATO à presidência da Câmara Municipal de Oeiras (de Lisboa)!

Depois de Fernando Seara, a inelegibilidade apanha mais um candidato.

Excerto da Ata onde foi exarada a renúncia:

                                                              ATA N.º 85                                                               195

Mandato 2009-2013

Reunião de 5 de novembro de 2012

 ————————————- ABERTURA DA ATA ——————————

 — O senhor Presidente declarou aberta a reunião, eram nove horas e cinquenta minutos, começando por dar conhecimento da carta do senhor Presidente Francisco Maria Moita Flores, de trinta e um de outubro de dois mil e doze, apresentando renúncia ao mandato, do seguinte teor: ————————————————————————————————————–

 Lei n.º 46/2005, de 29 de agosto

Estabelece limites à renovação sucessiva de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais

Artigo 1.º

Limitação de mandatos dos presidentes dos órgãos executivos das autarquias locais

 1 – O presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos, salvo se no momento da entrada em vigor da presente lei tiverem cumprido ou estiverem a cumprir, pelo menos, o 3.º mandato consecutivo, circunstância em que poderão ser eleitos para mais um mandato consecutivo.

2 – O presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia, depois de concluídos os mandatos referidos no número anterior, não podem assumir aquelas funções durante o quadriénio imediatamente subsequente ao último mandato consecutivo permitido.

3 – No caso de renúncia ao mandato, os titulares dos órgãos referidos nos números anteriores não podem candidatar-se nas eleições imediatas nem nas que se realizem no quadriénio imediatamente subsequente à renúncia.

Quem será o candidato ou candidata que vai substituir Moita Flores?

David Justino?

Teresa Zambujo?

Renúncia de Moita Flores Renúncia de Moita FloresLei limitação mandatos

PSD: O «PLANO B» PARA OEIRAS


Na altura em que escrevemos estas linhas impera o nervosismo na São Caetano, à Lapa, com as candidaturas de Luis Filipe Menezes, de Fernando Seara, de Fernando Costa, de Pedro Pinto e de…Moita Flores!

Avaliada a correlação de forças no Palácio Ratton, Jorge Moreira da Silva sabe que se a decisão sobre as candidaturas for deixada para os juízes, Menezes, Seara, Costa e Flores, este por razões distintas, morrerão na praia. Levar a clarificação para o Parlamento é a morte anunciada, pois ao PS, CDU e BE, juntar-se-á o CDS que é contra a recandidatura dos chamados «dinossauros». E se António José Seguro é a «picareta falante», versão rebuscada de António Guterres, não será certamente por teimosia que não quer nenhum «dinossauro» a candidatar-se a outro município. Sabe mais do que diz.

Se o Porto é para ganhar com a ajuda do indefetível presidente do FC Porto, Pinto da Costa, mesmo com a incerteza chamada Rui Moreira, se Lisboa é para tentar ganhar com os votos dos torcedores do SL Benfica, a indicação de Pedro Pinto, para Sintra, é claramente para perder e devolver a autarquia ao PS, sem descurar que Marco Almeida possa ser a grande surpresa, em Oeiras a candidatura de Moita Flores está presa por um fio chamado «renúncia». Sim, a lei de limitação de mandatos também estabelece que um autarca que renuncie não pode recandidatar-se no quadriénio seguinte e Moita Flores não concluiu o 2º mandato em Santarém, por renúncia!

Moita Flores está ciente que pode não chegar ao fim e como é inteligente terá proposto a JMS um «Plano B», que passa pela indicação de uma pessoa com perfil técnico e de méritos reconhecidos para nº 2 da lista, que poderá relegar o putativo PP para o 3º lugar, não sem criar engulhos a Alexandre Luz e à sua direção. Aliás, Moita Flores fez o mesmo em Santarém, quando a concelhia quis meter o bedelho na constituição das listas, prevalecendo a vontade do candidato independente. E, ao que nos confidenciaram, não terá gostado nada de saber que pretenderiam impor-lhe Pedro Afonso de Paulo!

Quem esteve no jantar de apresentação da sua candidatura, no dia 8 de dezembro, ter-se-á apercebido da presença da ex-presidente, Dra. Teresa Zambujo, derrotada por Isaltino Morais em 2005. Nos últimos meses, Isaltino e Teresa ter-se-ão reconciliado em nome de uma velha amizade, o que dificulta a estratégia da concelhia de Oeiras. O que corre por aí no seio de militantes do PSD é que o Dr. Moita Flores terá indicado Teresa Zambujo para o 2º lugar da lista à câmara municipal prevendo a possibilidade dos tribunais e, em última instância, o Tribunal Constitucional, chumbar a sua candidatura!

Mas este não é o único problema: Teresa Zambujo, terá dado o «sim» mas,…se José Eduardo Costa for o nº 3, o que coloca agruras a Alexandre Luz, que não sabe o que fazer caso este cenário se confirme, pois a concelhia perderia o controlo dos vereadores e seria esvaziada de poderes de intervenção e influência!

Consta também que os militantes mais velhos, mais antigos, os «ferrugentos», como os apelidou Pedro Passos Coelho, vêem com bons olhos estas alternativas, são pessoas com provas dadas e que têm a confiança das bases.

Oeiras continua a dar cartas e a baralhar. Moita Flores vai ser uma grande surpresa para aqueles que julgam que o «bófia» é um cordeirinho meirellado.

Luis Filipe Menezes_Porto (Providência cautelar contra a candidatura de Luís Filipe Menezes)

Fernando Seara_Lisboa (Providência cautelar contra a candidatura de Fernando Seara)

O «PINHANÇOS» RESSUSCITOU: ALELUIA!


Por razões que nos ultrapassaram o post «ESTRATÉGIA DE AFUNDAMENTO DO PSD EM OEIRAS POR PARTE DO IOMAF» desapareceu do radar, pelo que só agora estamos em condições de o restaurar.

Neste intervalo de tempo o blogue «Pinhanços» reapareceu, para alegria de muitos e muitas, nas e nos quais nos incluímos, e para desagrado de outros tantos e tantas, nos e nas quais nos excluímos!

Não sabemos se o candidato do PSD, Dr. Moita Flores, se o candidato do PS, Dr. Marcos Sá, se o candidato independente Dr. Paulo Freitas do Amaral ou o candidato independente Dr. Paulo Vistas nos lêem, não nos preocupa. O que importa é que todos ponham as cartas na mesa e não venham com promessas irrealizáveis. Aliás, o almoço do IOMAF no dia 12 de janeiro foi o 1º sinal de que a vida farta terminou: cada participante levou uma refeição, que acabaria por ser partilhada!

Não é nossa intenção intervir na campanha eleitoral que já está no terreno, caluniar ou difamar este ou aquele candidato; contudo, sem que tal nos iniba de recordar aos que querem aparecer como impolutos, o seu passado recente.

Somos de Oeiras, vivemos em Oeiras, importamo-nos com Oeiras. Não contem connosco para «outsider». Temos visão, audição e olfacto político.

Pugnaremos por uma campanha em que o civismo, os valores éticos e a educação prevaleçam, bem diferente do que alguns apoiantes de todas as candidaturas já fazem nas redes sociais: o insulto fácil!

Que os eleitores sejam esclarecidos, sem truques, sem jogadas manhosas, sem rasteiras. Ou ganhamos todos ou todos perderemos.

Oeiras precisa de todos. Como Portugal.

Oeiras precisa do «Pinhanços». Seja bem reaparecido!