Auditoria ao Município de Oeiras


Um relatório da Inspeção Geral de Finanças (IGF) datado do final de julho deste ano e agora dado a conhecer revela que a Câmara Municipal de Oeiras inflacionou receitas para poder fazer mais despesa.  A IGF denuncia que o empolamento de receitas nos orçamentos da Câmara Municipal de Oeiras é prática recorrente. Entre 2009 e 2011, ficaram por cobrar cerca de 195 milhões de receitas previstas – 55,6 milhões em 2009, 76,4 milhões em 2010 e 62,8 milhões de euros em 2011.

Através do empolamento de receitas orçamentais criou-se de forma artificial a possibilidade de realização/existência de despesas de elevado montante para o pagamento das quais não havia de facto disponibilidades financeiras“, conclui a auditoria. Só em 2011, foi apurado um montante de 63 milhões de euros de despesa para o qual não houve pagamento atempado, refere o exame ao controlo do endividamento municipal e da situação financeira da autarquia.

Outros aspectos negativos evidenciados no relatório são o valor da dívida, superior a 60 milhões (e não os 33 milhões mais uns trocos que constam do orçamento municipal de 2012) e prazo médio de pagamentos (PMP) varia entre os mais de os 100 dias (+ de 3 meses) e os 154 dias (+ de 5 meses), consoante o credor, havendo dívida por pagar referente ao ano de 2010 no valor de 6,9 milhões.

Como ponto positivo a diminuição do endividamento em 10 milhões, entre 2009 e 2011.

Abaixo a síntese do relatório da IGF:

1. Falta de fiabilidade da informação financeira

1.1. Os documentos de prestação de contas de 2011 não refletiam, com inteira fiabilidade, a situação financeira do Município Oeiras (MO), atendendo a que a IGF efetuou relevantes correções ao nível das rubricas de investimentos financeiros e do passivo exigível (respetivamente, € 7 612 035 – para menos – e € 5 443 174 – para mais).

1.2. Destacamos, ainda, o facto de não se encontrarem totalmente inventariados os bens imóveis do MO e o de as contas relativas a compromissos de exercícios futuros não refletirem o valor dos encargos relativos a empréstimos.

2. Fragilidades no processo de elaboração e gestão orçamentais e suas consequências

2.1. No triénio de 2009/2011, a receita global do MO importou em, respetivamente, M€ 133,9, M€ 117,3 e M€ 113,6, tendo apenas sido arrecadada receita proveniente de utilização do capital de empréstimos em 2011, sem o qual o valor a considerar seria de M€ 110,1.

2.2. O MO manteve, no triénio 2009/2011, uma prática reiterada de empolamento na previsão das receitas orçamentais, em especial de capital (taxa de execução de 12% no último ano ), sendo de realçar que, face aos valores previstos, não foram arrecadadas receitas nos relevantes montantes de, respetivamente, M€ 55,6, M€ 76,4 e M€ 62,8.

Desta situação decorria um elevado risco para o equilíbrio e a sustentabilidade financeira da entidade, já que permitia e potenciava, através da criação de uma situação de aparente equilíbrio orçamental, a realização/existência crescente de despesa para além da efectiva capacidade para promover o seu pagamento atempado  (2011: M€ 63.).

2.3. A violação, nos anos de 2009/2011, do princípio do equilíbrio orçamental em sentido substancial (execução global do ano) e, em 2009 (execução autónoma do ano), espelha a concretização, ao nível da execução orçamental, daquele risco e a consequente existência de uma gestão orçamental desequilibrada.

2.4. Em síntese, a Autarquia, em 2009/2011, elaborou e aprovou documentos previsionais que não refletiam a real expetativa da execução orçamental e não efetuou uma gestão orçamental prudente e equilibrada, pois não tem existido disponibilidade financeira suficiente para fazer face aos compromissos de CP.

3. Endividamento municipal global adequado ao quadro financeiro da Autarquia e situação financeira de curto prazo desequilibrada

3.1. A dívida municipal diminuiu, no triénio 2009/2011, M€ 10, em resultado da redução, quer da dívida financeira de médio e longo prazo, quer das outras dívidas a terceiros, continuando, no entanto, a importar, no final de 2011, no montante materialmente relevante de M€ 60.

3.2. Ainda assim, o endividamento global do MO apresenta um nível adequado ao seu quadro financeiro, pois:

Em qualquer dos anos, bastaria a totalidade da receita de um exercício para solver toda a dívida municipal (as disponibilidades orçamentais representavam, respetivamente, 191%, 181% e 189% daquela grandeza ).

O período de recuperação da dívida total do Município é reduzido (cerca de 7 meses, considerando apenas as receitas próprias regulares, e para 11 meses caso se expurgue daquelas receitas o montante das despesas rígidas e vinculadas ).

Não obstante esta situação, destaca-se, no mesmo período, que:

O peso da dívida de MLP (médio e longo prazo) na dívida total é significativo, apresentando uma tendência crescente ( de 53% para 58%);

Os compromissos assumidos e ainda não faturados no final de 2010 eram de M€ 6,9, que iriam agravar a dívida no futuro.

Estes factos repercutem-se e condicionam a gestão orçamental de exercícios futuros.

3.3. A situação financeira de CP era desequilibrada no final de 2011, não obstante a diminuição das outras dívidas a terceiros face a 2009 (de M€ 32,6 para M€ 25) sendo manifestas as dificuldades para solver atempadamente os compromissos desta natureza, com:

Um saldo real negativo de operações orçamentais (M€ 21,8), situação de que resulta a oneração indevida dos orçamentos futuros. PMP a terceiros e a fornecedores que, para além de terem aumentado ao longo do período, ultrapassam os parâmetros legais (em 2011, respetivamente, 101 e 154 dias);

Incumprimento sistemático da regra do equilíbrio financeiro mínimo, não existindo qualquer ajustamento entre as dívidas daquela natureza e a correspondente liquidez do ativo, em especial, com as disponibilidades.

3.4. Ainda assim, o MO não apresentava, no final de 2011, de acordo com os parâmetros legais, uma situação de desequilíbrio financeiro conjuntural ou estrutural.

4. Cumprimento dos limites legais de endividamento de 2011

4.1. O MO (considerando, também, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Oeiras e da Amadora e outras dezoito entidades de natureza associativa ou empresarial) cumpriu os limites especiais de endividamento municipal previstos na LOE_2011 (empréstimos de médio e longo prazos e de endividamento líquido), bem como o de empréstimos de curto prazo consagrado na Lei das Finanças Locais.

Refira-se, no entanto, que os EMLP excecionados do respetivo limite legal e do de endividamento líquido perfazem, em termos absolutos, um montante total de M€ 31,2 (tendo um peso significativo – 88% – na dívida total desta natureza).

4.2. Todavia, a informação reportada à DGAL, relativa ao final de 2011, não refletia, com inteira fiabilidade, a situação do MO em termos de limites legais de endividamento, tendo sido apuradas diferenças, para menos, ao nível:

Do endividamento líquido, no montante de M€ 8,2, que resultou das correções efetuadas na informação financeira da Autarquia e na falta de comunicação do endividamento dos SMAS, de duas associações de municípios (AML e AMTRES) e da empresa “ SATUOEIRAS, EM,SA “.

Dos empréstimos de médio e longo prazos, no valor de m€ 542, que resultou da correção efetuada na empresa participada (ISQ,SA) e da consideração do endividamento da empresa “ EIA, SA ”. [UNIVERSIDADE ATLÂNTICA]

Todavia, tais correções não tiveram quaisquer implicações sobre as conclusões retiradas em matéria de (in)cumprimento dos referidos limites.

5. Contributo positivo para o défice do subsetor das autarquias locais

5.1. Em 2011, o MO, autonomamente considerado, contribuiu positivamente para o défice do subsetor das autarquias locais, uma vez que, entre 1/jan e 31/dez, diminui o endividamento líquido (sem exceções) em cerca de M€ 7,5.

6. Principais recomendações

6.1. Destacamos as recomendações ao MO, que visam, em especial, garantir a/o:

Fiabilidade dos documentos de prestacão de contas;

Elaboração de orcamentos rigorosos, especialmente ao nivel da receita prevista, visando uma gestão orçamental prudente, equilibrada e sustentável;

Adoção de medidas concretas que diminuam a despesa e a divida municipal de curto prazo, com o objetivo de restabelecer o reequilibrio financeiro da Autarquia nessa perspetiva;

Realização, previamente à promoção de novos investimentos, de uma análise de custo-beneficio e de sustentabilidade;

Adequado reporte de informação financeira à DGAL, atento o papel desta entidade em sede, designadamente, de acompanhamento e controlo dos limites de endividamento municipal;

Superação das fragilidades existentes ao nivel dos procedimentos de controlo interno e contabilisticos.

Os oeirenses devem ficar preocupados. Em campanha eleitoral tudo se diz, tudo se promete, mas a realidade está aqui espelhada, que Paulo Vistas não pode esconder, razão pela qual pede aos vereadores da oposição para aceitarem pelouros, tal é o tamanho do «barco».

O Oeiras Mais Atrás não pode deixar de elogiar o comportamento, a postura profissional e política do vereador da CDU, Eng.º Amílcar Campos que, em devido tempo e ao longo dos anos, aquando da discussão das Grandes Opções do Plano e do Orçamento chamava a atenção para o empolamento de receitas (quando se punham terrenos para venda no valor variável entre 25 e 30 milhões, que toda a gente sabia, menos o IOMAF e o PSD, que não seriam vendidos por falta de interessados) e se minimizavam as despesas (como foi o caso das comemorações dos 250 anos do Município, no ano de 2009, em que a despesa efetiva superou em 50% a despesa orçamentada).

Quanto aos vereadores do Partido Socialista, no mandato 2009/2013 também assumiram uma postura crítica, ainda que tantas vezes o seu voto «contra» se assemelhasse a uma birra de crianças.

Este relatório espelha também a incompetência dos vereadores do PSD, que apenas queriam ter alguns euros para fazer despesa (veja-se o caso do contrato de avença de «quartas-feiras», que é funcionário do Estado à 2ª, 3ª, 5ª e 6.ª, e avençado da Câmara de Oeiras à 4.ª feira), para dizer que estavam vivos, e viam a «banda» passar. O resultado desta auditoria é também da responsabilidade de Ricardo Rodrigues e Ricardo Pinho, vereadores do PSD!

Quem quiser consultar o processo deve clicar AQUI.

Dissecando a entrevista de Marcos Sá ao «PÚBLICO»


Antes de entrarmos no assunto principal deste post relembramos aos nossos leitores que, querendo, podem continuar a votar nos 2 inquéritos a decorrer. Aquele que consideramos mais importante «Em quem vai votar?» está disponível clicando AQUI.

O outro «Quem vai ganhar a eleição para a Presidência da Câmara Municipal de Oeiras?» pode ser acedido AQUI.

Marcos Sá, do PS, é um potencial candidato à presidência da câmara municipal de Oeiras. As sondagens que têm sido conhecidas dão-no em 3º lugar nas preferências dos oeirenses. Foi deputado à Assembleia da República, pelo que está associado ao período negro da governação do Partido Socialista e de bancarrota a que nos conduziu José Sócrates. Nesta entrevista, Marcos Sá aparece a sacudir a «água do capote», timbre dos que estiveram com José Sócrates e que fizeram parte da sua corte.

Vamos à entrevista que deu ao jornal PÚBLICO e mostrar aos oeirenses aquilo que ele não disse e deveria ter dito.

À questão «É deputado à assembleia municipal há 12 anos. Como avalia a oposição do PS nos mandatos de Isaltino Morais?» responde com meia verdade «A oposição do PS nos últimos anos tem-se batido pela transparência e pela fiscalização clara da actividade camarária», mas como o jornalista José António Cerejo sabe mais a dormir do que ele acordado, dá-lhe logo uma berlaitada:

«Mas essa não terá sido sempre a posição do partido. No penúltimo mandato, o cabeça de lista do PS acabou por se juntar a Isaltino Morais, aceitando um lugar numa empresa municipal

Resposta do Marquinhos: «É verdade, mas nós temos uma perspectiva um bocadinho diferente. A partir do ano de 2009, fizemos um percurso que assenta em recusar pelouros e não aceitar qualquer lugar político ou de nomeação política para qualquer empresa municipal. E fizemo-lo de uma forma unânime dentro do PS. Na altura, eu era presidente da comissão política da concelhia de Oeiras, apresentei uma moção depois das eleições, que foi aprovada por unanimidade, e muitos dos meus camaradas que tinham lugares de gestão no município e que estavam integrados nas empresas municipais demitiram-se e regressaram aos seus lugares de função pública e a outros que tinham.»

A VERDADE: Marcos Sá, a nº 2 da sua lista, Alexandra Moura, não esteve 3 anos ‘’encaixada» na Parques Tejo? Ao contrário do que V. afirma ela não se demitiu, foi trocada por Pedro Simões, ex-vereador PSD, em função do negócio Isaltino/Alexandre Luz que permitiu a viabilização da governação municipal! Emanuel Martins manteve o lugar/tacho no LEMO até o levar ao fundo, João Viegas foi avençando, avençando, até ao fim, sem fazer um das Caldas na CMO!

Sobre o SATU é curto e grosso: é para fechar!  É pena não dizer o que vai fazer à infra-estrutura. O Oeiras Mais Atrás propõe que seja transformada numa pista de skate, pista de gelo ou pista para bobsleigh.

Diz ainda Marcos Sá: «Os estudos de mobilidade e de viabilidade económica que foram feitos na altura não me inspiram confiança absolutamente nenhuma. Eu não estou cá para fazer fretes à Teixeira Duarte, estou cá para defender os interesses dos munícipes.»

CONCORDAMOS: os estudos de viabilidade e de tráfego encomendados pela câmara são feitos ‘’à medida’’ do contratante, a CMO.

Quanto ao Taguspark, Marcos Sá refere que terá de haver alterações. CONCORDAMOS: as rendas têm de baixar e a derrama também, acompanhando a queda na procura. Oeiras perdeu a Microsoft e não conseguiu o pólo da Universidade Nova, que vai ficar em Carcavelos, bem perto do Forte de S. Julião da Barra.

Sobre o plano de pormenor relativo à margem direita do Jamor, na Cruz Quebrada, presentemente em discussão, Marcos Sá diz que «Temos de avaliar, não podemos deixar aquilo como está. Na [antiga fábrica da] Lusalite, temos um problema ambiental e de saúde pública gravíssimo, no pulmão de Oeiras, junto ao complexo do Jamor. Ou seja, na Cruz Quebrada/Dafundo, que quero tornar a capital do desporto ao ar livre, há a maior concentração do país de amianto. Há estudos, que são muito complexos, sobre a disseminação do cancro nesta zona.»

CONCORDAMOS: aquilo não pode continuar assim. O plano de pormenor é, em termos globais, uma mais-valia para quem ali mora, cuja qualidade de vida melhorará significativamente. Dizer ‘’não’’ desde já sem discutir o plano de pormenor, ainda que o IOMAF tenha posto as populações a olhá-lo de lado por ter sido colocado em consulta pública no mês de agosto…

CONCORDAMOS com a sua avaliação sobre o Palácio do Marquês de Pombal: «Este executivo está a pôr lá os serviços camarários. É fundamental darmos dignidade àquele espaço e criarmos actividade cultural no município. O dr. Isaltino Morais queria lá fazer um hotel de charme…»

É verdade, Dr. Marcos Sá, essa era a intenção do Dr. Isaltino Morais, só que ele já não é o mesmo como você refere na entrevista e deixou-se enrolar por Madalena Castro, Nuno Vasconcelos e por alguns dirigentes que logo que tomaram conhecimento da saída do INA ‘’descobriram’’ que tinham sangue azul! Nem queira saber as romarias que se fizeram ao Palácio. Não ouviu falar na “queda eminente” do edifício dos Serviços Técnicos? Foi a maior trapaça da história recente da CMO! Foi um crime, é um crime, o que tem sido feito num conjunto de edifícios classificados como ‘’monumento nacional’’.

Sobre a política de habitação para jovens, que apenas existe na propaganda do IOMAF, CONCORDAMOS com a sua análise e propostas.

É também de enaltecer a sua preocupação com os mais idosos e com o envolvimento da sociedade civil no apoio aos mesmos.

TENDEMOS A CONCORDAR com a sua análise sobre os dois PSD, que ele apelida de de ‘’PSD actual’’ e ‘’PSD mau’’.

Sobre o IOMAF sem Isaltino ou sobre a candidatura de Paulo Vistas debaixo dos cartazes com o nome e foto de Isaltino refere que «Essa fraude permanece nos cartazes de Paulo Vistas. Só significa que não tem capacidade de liderança e que vive à sombra do passado.» CONCORDAMOS: Paulo Vistas teve medo de ir a votos sem o ‘’chapéu’’ de Isaltino Morais, diga ele, Paulo, o que disser.

Marcos Sá afirma que não quer seguir as pegadas de Isaltino Morais, sim as do Marquês de Pombal. O Oeiras Mais Atrás pergunta-lhe: quem são os seus Távora e o seu Duque de Aveiro?

AVALIAÇÃO FINAL: gostamos das respostas de Marcos Sá, mostra que está ao corrente dos problemas e das necessidades do município. Outra virtude foi discutir Oeiras, pensar Oeiras, não ”fugiu” para discutir a dívida de Santarém que é só o que o IOMAF e os seus homens de mão sabem fazer. Não querem discutir Oeiras, querem discutir Santarém. Marcos Sá, se ganhar (e julgamos que pode ganhar a presidência devido à divisão do “PSD actual” e do “PSD mau”) aconselhamo-lo a reunir-se dos melhores e das melhores, não se deixe abocanhar pela máquina partidária e pelo Partido da Câmara.

Emanuel Martins e as ilegalidades das PPP de Oeiras


Conhecido em 5 de dezembro de 2012 o relatório do Tribunal de Contas sobre as Parcerias Público Privadas (PPP) de Oeiras, em que aponta claramente o dedo a Isaltino Morais, Paulo Vistas e Emanuel Martins, o homem do leme que levou o LEMO ao fundo, eis a resposta do actual balnear infantil:

«Votei a favor, confiei no trabalho feito pelos técnicos da autarquia.» Oh, Emanuel, tavas com os copos ou quê? O «finance project» passou ao lado dos técnicos da autarquia, foi tudo comprado fora!

«O caso remonta a 2007. Em causa estão as 17 infrações financeiras que foram detetadas num relatório do Tribunal de Contas (TC) a que a TSF teve acesso, nomeadamente, duas parcerias público-privadas (PPP) para construir o Centro de Congressos, o Centro de Formação, Estabelecimentos de Ensino e Centros Geriátricos no concelho.

Isaltino Morais e mais cerca de 50 autarcas da câmara e assembleia municipal de Oeiras foram considerados responsáveis por várias ilegalidades detetadas nestas duas PPP aprovadas pelo município em 2007 e 2008. A lista de autarcas considerados responsáveis é longa e as multas vão ser agora definidas numa acusação do Ministério Público.

Em declarações à TSF, o vereador socialista na câmara de Oeiras, Emanuel Martins, diz que ainda é cedo para julgar o caso, mas sublinha que votou em consciência e tendo por base o trabalho que os técnicos da câmara fizeram chegar aos vereadores.

O vereador socialista, candidato do PS nas próximas eleições autárquicas, entende que não havia ilegalidades e isso motivou o voto positivo aos projetos que considerou serem úteis para o concelho. Emanuel Martins não rejeita, no entanto, responsabilidades neste caso, mas diz estar tranquilo e a aguardar mais informações.

Na assembleia municipal de oeiras, Arnaldo Pereira, deputado eleito pela CDU, foi um dos que votou contra estas parcerias público-privadas (PPP). Arnaldo Pereira admite, no entanto, que alguns dos vereadores não tivessem total conhecimento do que estava em causa.» (TSF).

Por que é que Paulo Vistas e o IOMAF não falam das PPP e do custo que as mesmas representarão em breve para os munícipes?

CONTINUAR A FAZER, o quê? Cagadas como esta?

Por que é que Paulo Vistas não diz aos oeirenses como é que vai resolver este caso que ele próprio montou para «contornar» o endividamento municipal, caso sejan vencedor na eleição de 29/9?

Pensarão os oeirenses que há almoços grátis?

Governação Paulo Vistas/IOMAF: corrida contra o tempo


Informações chegadas via e-mail garantem-nos que Paulo Vistas e o vereadores IOMAF, nomeadamente Madalena Castro, Ricardo Barros e Nuno Neto, irão propor nas reuniões de Setembro, as últimas antes das eleições, a renovação de diversos contratos de prestação de serviços, avenças e ajustes diretos para amigos e amigas. Segundo a mesma fonte, nos últimos 6 meses foram renovados diversos contratos com pretensos assessores e pretensas assessorias, com os votos contra do PS e a favor do PSD e da CDU.

O vereador Amílcar Campos e o PCP/CDU andam sempre com os trabalhadores na boca, na hora “H” vota ao lado de Paulo Vistas e do IOMAF, como anteriormente votava as propostas de Isaltino Morais.

A nossa fonte garante que um dos contratos que vai ser objeto de renovação, por  3 ANOS, é o do famoso “quartas-feiras”, cuja validade passará de 1 para 3 anos. Se é certo que, coerentemente, o PS votará CONTRA, espera-se que os vereadores Ricardo Lino e Ricardo Júlio (PSD) e Amílcar Campos (CDU) votem também CONTRA, pondo em prática o discurso que utilizam no dia-a-dia, inviabilizando a colocação de «amigos» do IOMAF e de alguns dirigentes. Aliás, há avençados na Câmara que estão nas listas IOMAF e caso este não vença a eleição, Moita Flores ou Marcos Sá terão de “levar” com estes «meninos» e «meninas» pelo período mínimo de 12 meses.

Isabel Sande e Castro: a Ética na Política e Política com Ética


A decisão da Presidente da Concelhia de Oeiras do CDS-PP, Isabel Sande e Castro, de retirar a candidatura à vereação da Câmara Municipal, na lista encabeçada por Paulo Freitas do Amaral, no que foi acompanhada por mais 10 militantes, vem comprovar que a Política pode e deve ser feita com base em valores éticos, acima de quaisquer imposições dos directórios partidários.

Ao impedir (ou procurar impedir), com este gesto, a candidatura de Paulo Freitas do Amaral à presidência da Câmara Municipal de Oeiras, Isabel Sande e Castro demonstrou que aquilo que ao longo de 4 anos apontou a Isaltino Morais, a Paulo Vistas e à governação IOMAFopacidade, falta de transparência e falta de informação sobre a coisa pública – não poderia aceitar para si, enquanto Presidente do CDS-PP de Oeiras.

Demonstrou também que não teve medo de afrontar e enfrentar Paulo Portas e o Secretário-Geral, António Carlos Monteiro.

Por esta atitude, que enobrece e engrandece a Política, o Oeiras Mais Atrás apela ao voto no CDS-PP para a Assembleia Municipal, e em Isabel Sande e Castro, cabeça de lista. E vai fazer este apelo até ao dia 27/9.

Quem vai ganhar a eleição para a Presidência da Câmara Municipal de Oeiras?


Convidamos os leitores do Oeiras Mais Atrás a responderem à seguinte pergunta:

Quem vai ganhar a eleição para a Presidência da Câmara Municipal de Oeiras?

Participe. Desde já os nossos agradecimentos.

TRÂNSITO CAÓTICO EM OEIRAS: A 1ª BORRADA DE PAULO VISTAS


Na altura em que escrevemos este post, pelo 3.º dia consecutivo instalou-se o CAOS no centro de Oeiras. O trânsito está insuportável. O CAOS é absoluto.

Passadas 4 semanas após o afastamento, por razões conhecidas, do Presidente eleito da Câmara Municipal de Oeiras, Dr. Isaltino Morais, o presidente usurpador já está a provar a sua (in)competência: o trânsito caótico na Av. da República, Nova Oeiras, sentido descendente, na Av. Salvador Allende (Centro de Saúde de Oeiras), em direcção à estação da CP, na Rua da Quinta Grande, Rua Desembargador Faria, Rua Marquês de Pombal, Rua Cândido dos Reis, Av, de Copacabana, Rua Comandante Germano Dias, Avenida Embaixador Augusto de Castro, Avenida Embaixador Assis Chateaubriand e Avenida do Ultramar.

O que pode ser feito, o que deve ser feito?

1. Rua da Quinta Grande: proibição de inversão de sentido junto ao infantário Balão Azul.

2. Colocação de agente regulador de trânsito no cruzamento do Largo Marquês de Pombal, com a Rua Desembargador Faria, Rua Marquês de Pombal e Rua José Diogo da Silva, com especial atenção à passadeira localizada em frente à Junta de Freguesia de Oeiras. Esta passadeira é o primeiro “funil” que entope o tráfego.

3. Colocação de agente regulador de trânsito  entre as passadeiras situadas junto à MINISOM, FARMÁCIA GODINHOAPAPOL e paragem da SCOTTURB e VIMECA/LT, na Rua Cândido dos Reis. É neste local que acontece o 2.º afunilamento.

4. Colocação de agente regulador de trânsito no entroncamento das ruas Comandante Germano Dias e da Figueirinha.

5. Colocação de agente regulador do trânsito no cruzamento da Rua de Macau com a Av. do Ultramar.

Tudo isto poderia ter sido evitado se as obras na Av. Embaixador Assis Chateaubriand, Av. Embaixador Augusto de Castro e Av. de Copacabana  tivessem lugar quando finalizassem as obras da estação de Oeiras.

O que faz a vereadora das obras, Madalena Castro, o que faz o serviço da Câmara responsável pelas obras, via pública e trânsito? Nada! Absolutamente nada, perante o desespero dos automobilistas, dos motoristas e utentes dos transportes públicos!

Se dúvidas houvesse quanto à competência do presidente usurpador, Paulo Vistas, esta cagada do trânsito comprova a sua incompetência.

Como é que no espaço de 1 mês o presidente em exercício perde o controlo daquilo que é fundamental para qualquer urbe, a MOBILIDADE, e transforma o centro de Oeiras em algo parecido com Bombaim ou Luanda?

Como isto é tudo mais à frente, se querem que esta borrada transformada em cagada intransitável continue, votem PVOMAF – Paulo Vistas Oeiras Mais à Frente, se querem mobilidade com muita ou pouca ambição, sejam ou não de Oeiras, movam-se muito ou pouco, votem em qualquer um dos outros candidatos, partidos ou coligações.

Não votem IOMAF porque Isaltino não é candidato, é alguém que se faz passar por ele. E Isaltino só há 1, o Afonso de Morais e mais nenhum!