O Presidente que vai ser eleito é…PAULO VISTAS!


Fechado o 2º inquérito sobre o sentido da votação dos leitores do Oeiras Mais Atrás é altura de o partilharmos convosco. A vitória é atribuída a Moita Flores (PPD/PSD). Não acreditamos nem deixamos de acreditar, cingimo-nos aos números: 26,6% para Paulo Vistas, 33,00% para Moita Flores, 11,00% para Marcos Sá.

No 1º inquérito o sentido de voto foi o seguinte: Paulo Vistas, 35,7%, Moita Flores 23,8%, Marcos Sá, 15,1%, Daniel Branco, 8,6%, correspondendo a 5 mandatos para o IOMAF, 3 mandatos para o PPD/PSD, 2 mandatos para o PS e um mandato para a CDU.

Somados os dois inquéritos temos: 32,5% (4 mandatos) para o IOMAF, 27,4% (4 mandatos) para o PPD/PSD, 13,4% (2 mandatos) para o PS e 7,2% (1 mandato) para a CDU.

Perante estes dados e apesar do enorme investimento e esforço feitos pela candidatura do PSD/Moita Flores, os oeirenses, como a generalidade do povo português, são muito avessos a mudança, pelo que vão escolher para presidente para os próximos 4 anos, PAULO César Casinhas da Silva VISTAS!

Poderá conferir os dados AQUI: Inquérito autárquicas Oeiras 2013

Os resultados do último inquérito foram estes:

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8 thoughts on “O Presidente que vai ser eleito é…PAULO VISTAS!

  1. Oeirenses diz:

    Isaltino e o mito da “geração mais qualificada”

    Henrique Raposo
    8:00 Terça feira, 1 de outubro de 2013

    A negação, repito , é o estado natural deste Portugal contemporâneo. O debate está entupido por mitos que se repetem de forma acrítica. Um dos grandes mitos é, sem dúvida, aquele que proclama a minha geração como a “mais qualificada” de sempre. Ora, gostava de salientar que uma geração com canudos não é necessariamente uma geração qualificada. Aliás, Portugal perdeu a correlação causa-efeito entrecurso superior e preparação. Porquê? Existem várias razões, mas julgo que a mais importante é a seguinte: uma grande parte das pessoas que entraram na faculdade nas últimas décadas não é muito diferente de Relvas ou Sócrates, isto é, milhares e milhares de alunos só queriam o canudo para alimentar a snobeira do “Dr.” antes do nome . A faculdade era uma questão de status, e não de formação académica.
    Um curso superior tem duas justificações. A primeira é a formação técnica para o mercado de trabalho. Como é que estamos a este nível? Em conversas com professores universitários e empresários, fico sempre com a ideia de que metade dos licenciados acaba o curso sem saber escrever, isto é, sem saber pensar. Ao nível dos conteúdos, os empresários também ficam de boca aberta perante a impreparação de muitos jovens. E convém ainda salientar o défice de alunos nas engenharias e matemáticas (fugir da matemática chegou a ser cool) e o excesso de universidades à la candonga. Não por acaso, as páginas de economia dos jornais estão cheias de peças sobre a falta de mão-de-obra em muitos sectores competitivos da economia portuguesa. Ou não existem candidatos suficientes para preencher as vagas, ou não existem candidatos à altura, ou as empresas têm de reeducar os melhorzinhos. O cenário, portanto, está longe da utopia da “geração mais bem preparada”.
    A segunda e mais importante justificação de um curso superior reside na formação intelectual e até moral do cidadão no sentido clássico. Um curso não pode ser medido apenas pela sua utilidade económica. A licenciatura é, acima de tudo, um caminho intelectual que forma a nossa percepção do mundo e da res publica. Neste campo, o sucesso do ensino também não é significativo. Podia convocar muitos pormenores para ilustrar o ponto, mas por agora só preciso de um resultado eleitoral da noite de domingo: o Concelho com mais licenciados, Oeiras, elegeu um presidiário, Isaltino. Diz que é a “geração mais qualificada da história”.

  2. Oeirenses diz:

    Oeiras: roubo mas faço
    Daniel Oliveira
    8:00 Quarta feira, 2 de outubro de 2013

    Em frente a um estabelecimento prisional, centenas de carros buzinam enquanto os seus condutores gritam o nome de um dos presidiários. Trata-se de um político local preso por corrupção. O seu delfim ganhou as eleições e o povo, feliz, quer dividir aquele momento com o seu herói encarcerado. Esta vitória foi dele. Ninguém nega que ele roubou. Roubou mas fez. Esta cena não se passa numa qualquer pequena cidade perdida no Brasil dos coronéis. Não se passa no México do narcotráfico ou numa nova ditadura nascida da ex-URSS. Passou-se em Oeiras, o concelho com maior percentagem de licenciados de Portugal, um país democrático e supostamente desenvolvido da União Europeia.
    Explicar isto sem ser deselegante para com os meus concidadãos não é fácil. Opto, por isso, por falar dos mitos que são abalados pelo resultado de Paulo Vistas e da sua lista de homenagem ao presidiário Isaltino.
    Não é verdade que a descrença crescente dos portugueses na democracia e nos políticos resulte de uma qualquer exigência ética. Não é a corrupção que cria desconfiança perante a classe política. Mesmo os portugueses mais ilustrados toleram bem a corrupção, desde que “deixe obra” para si. Muito menos é a impunidade que cria revolta. Quando a justiça faz o seu trabalho o eleitor trata de o desfazer.
    Muitos dos que votaram na lista de Isaltino aplaudirão com entusiasmo as intervenções públicas de Paulo Morais e até as diatribes de Marinho Pinto. A corrupção incomoda-os. Mas o que os incomoda não é o roubo. É serem eles os roubados. Se o corrupto lhes deixa alguma coisa a corrupção deixa de ser um problema. Porque é apenas o seu interesse pessoal, e não a exigência ética que nasce da pertença a uma comunidade de valores, que determina as suas escolhas políticas. É por isso que, para muitos portugueses, os seus direitos são direitos e os direitos dos outros são privilégios, a sua greve é justa e a greve do outro é um transtorno.
    O combate à corrupção não se faz com discursos inflamados contra os políticos. Faz-se através de uma ideia de solidariedade entre cidadãos que veem os recursos públicos como pertença de todos e o seu uso indevido como uma falha sempre grave, seja qual for o beneficiário. Só que, ao contrário do que se costuma dizer, Portugal não é um país especialmente solidário. O que é normal, tendo em conta os seus altíssimos níveis de desigualdade. A solidariedade nasce da pertença a uma comunidade. Essa pertença só acontece quando há empatia. A empatia precisa de proximidade. E a proximidade exige mínimos de igualde social e económica. As sociedades desiguais são egoístas e, por isso, pouco escrupulosas na sua ética coletiva. E assim é Portugal.
    O fascínio que os eleitores têm pelas listas independentes não resulta apenas de uma qualquer doença partidária que promova a corrupção e o compadrio. Com isso, a maioria dos eleitores vive sem qualquer problema. A desconfiança em relação aos partidos é, em Portugal, antes de mais, uma desconfiança em relação às suas formas pouco democráticas de seleção de pessoal político. Uma desconfiança justa e legítima (tratarei amanhã), porque retira aos eleitores a possibilidade de escolha. Mas que nada tem a ver com qualquer tipo de exigência ética.
    A descrença nos partidos também resulta da crise económica, pela qual estes são responsabilizados. Mas a alternativa em que muitos cidadãos apostam é o atalho mais fácil: alguém que deixe obra passando por cima das regras e da lei. A maioria dos eleitores comunga do pragmatismo amoral de muitos políticos: desde que sobre alguma coisa para mim, que se danem os bons costumes. E se a maioria dos eleitores é egoísta e pouco exigente é natural que os políticos também o sejam. Afinal de contas, vivemos numa democracia representativa. Os que elegemos limitam-se a representar o que nós próprios somos. Não, o país não se divide entre políticos, de um lado, e os portugueses, suas vítimas, do outro.
    Por fim, este episódio recorda-nos que, ao contrário do que se costuma pensar, não é a educação que garante uma democracia saudável e exigente. Essa falta de exigência não resulta de ignorância. As pessoas mais qualificadas não são eticamente mais rigorosas. O bom funcionamento da democracia tem a ver com regras. É a definição de poucas mais invioláveis regras que permite não misturar tudo no mesmo saco, como se tudo (do pequeno atraso fiscal à corrupção) tivesse a mesma gravidade e relevância. Definir linhas éticas claras e não nebulosas de suspeição, onde, como todos cabem, nada chega a ser realmente grave. São essas regras que criam, mesmo na cabeça dos eleitores, um ambiente de exigência formal ou um ambiente propício à corrupção. São elas que acabam por instituir que há práticas inaceitáveis.
    Se Isaltino Morais tivesse sido travado no primeiro momento em que prevaricou e tivesse perdido imediatamente o lugar não teria tido oportunidade de criar as teias de interesses que criou. E não teria conseguido passar a ideia de que o crime compensa. E que compensa a ele e compensa aos eleitores, que se comportam como seus cúmplices. Nunca se poderia dizer, sobre ele, que “rouba mas faz”. Porque a regra seria esta: “quem rouba não faz”. Porque não roubar tem de ser a primeira condição para fazer seja o que for no Estado. Não precisamos de políticos puros, que nunca tenham falhado como cidadãos. Até porque eles não existem. Precisamos de poucas regras cuja violação represente, para todos, a imediata impossibilidade de exercer cargos públicos.

    • Anónimo diz:

      Bravo.
      Dê uma mãozinha ao Blogue Pinhanços Dixit.
      É gente séria e precisa do seu verbo.
      Não temos Natália Correia, mas são precisas pessoas como o Daniel.
      Oeiras precisa de si.
      Obrigado pela prosa.

      • Anónimo diz:

        Anónimo.
        Já leram o Jornal I de hoje?
        É tudo mentira?
        Ou a Madalena ainda se vai arrepender?
        Ou foi obrigada a proceder em conformidade?
        Vai haver sindicância?
        Os técnicos, têm família.

  3. jorginho diz:

    Lamentável mas demonstrativa a ida dos Iomaf’s á prisão da Carregueira ver o seu mentor. Não admira pois são da mesma laia demonstrada por Isaltino nas atitudes que teve apesar de preso. Já só engana quem é cego e não há maior cego que aquele que não quer ver. Os tempos mudam e as mentalidades evoluem e acontecerá a esta gente o mesmo que ao psd nestas eleições de modo genérico e principalmente no porto. Chegará o tempo de Oeiras e Iomaf’s. Tempos jouve em que Isaltino também brincou até ir parar ao lugar devido pelo que fez. Outros se seguirão.

  4. Anónimo diz:

    Oeiras entrou em nova Era.
    Moita Flores e Marcos Sá vão ter coragem e juntamente com a Esquerda, vão pedir e exigir de imediato Auditorias às contas da CMO e igualmente às empresas municipais.
    A IGF investigará as parcerias e os processos que tem em carteira.

  5. Anónimo diz:

    O vencedor é Moita Flores pois o que conta é a última intenção de voto, e não a média de ambas. Que erro crasso. Nem parece vosso.

  6. jorginho diz:

    Vistas? Não podia ser pior escolha mas o povo é que sabe e depois não se queixe. Pobre concelho de Oeiras na mão dessa gente lambe botas do Isaltino e da sua laia. Ainda pode ser que nos livremos dele se a investigação das PPP feitas em Oeiras mostrarem mais coisas pouco claras e ele saia como o Isaltino enlameado ou preso consoante o dciap venha a descobrir Até ao lavar dos cestos é vindima e gente deste calibre já só convence os incautos ou distraídos. A CMO e SMAS estão cheios de gente dessa que é necessário varrer de vez. Ainda falam do Nuno Vasconcelos…. Estes é que são o cancro deste concelho e ainda prometem fazer mais….num país falido á conta dos mesmos que já pagam a crise. É fartar vilanagem!

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