CÂMARA DE OEIRAS: pré-projeto de regulamento organizacional


Quem acompanha a gestão municipal sabe que o Município de Oeiras se encontra em situação ILEGAL por não ter adaptado a sua organização interna à lei nº 49/2012. Aliás, a Inspeção Geral de Finanças e a Direção Geral das Autarquias Locais estão ao corrente da situação, que passará pela aplicação de coimas ao presidente e aos vereadores por não terem cumprido a lei, que tem força OBRIGATÓRIA e não pode ficar ao critério discricionário de Paulo Vistas (ou Isaltino Morais). Também a Procuradoria Geral da República terá sido alertada para intervir pelo facto de Paulo Vistas (e Isaltino Morais) ter desrespeitado uma lei da Assembleia da República.

Sabe-se que nesta altura do campeonato seria complicado a Paulo Vistas ‘’despedir’’ alguns dirigentes que pertencem ao chamado Partido da Câmara*, por isso a não aplicação do regulamento de organização aprovado em março.

A direcção de campanha e os conselheiros de Moita Flores estão ao corrente da situação de ILEGALIDADE em que assenta a organização municipal e mais do que olhar para o presente, o candidato do PSD vai paulatinamente construindo as ideias que pretende discutir com a vereação saída das eleições de 29/9.

Dando mostras de grande conhecimento da estrutura interna da CMO e da sua desadequação aos desafios que se lhe colocam, a proposta que vai ganhando mais consistência passará por uma redução drástica do número de unidades orgânicas e, consequentemente, do número de dirigentes, a saber:

1 diretor municipal

5 diretores de departamento

17 chefes de divisão

Este cenário terá sido aquele que ganha mais adeptos por diminuir de forma drástica a burocracia interna e, não menos importante, provocar um rombo enorme no Partido da Câmara*.

Oxalá estas notícias se confirmem.

* Partido da Câmara: constituído por aqueles dirigentes que estão agarrados ao lugar como lapas, que se mantém independentemente de mudarem ou não o presidente e os vereadores. Nomeiam-se uns aos outros. Constituem os júris dos simulacros de concursos para dirigentes. São os verdadeiros donos da Câmara.

9 thoughts on “CÂMARA DE OEIRAS: pré-projeto de regulamento organizacional

  1. Anónimo diz:

    Caro anónimo.

    Quanto à President(a) Assunção, já consta que o pai foi alfaiate, mas coitada da mãe, talvez seja professora pública ou doméstica e se é doméstica não pode constar.

    Houve, Marias, Florindas, Assunções, que depois de Abril, mudaram de nome porque esses nomes eram o que eram dados às sopeiras e às criadas.

    Por Oeiras também navega essa gentinha que nos tem governado.

    Por mim vou votar no Movimento Mudança Sustentável que apareceu em Oeiras, com ousadia e sem medos de afrontar os Partidos.

    Maria, com muito gosto no nome e a minha mãe foi DOMÉSTICA, mas nunca domesticada.

  2. Anónimo diz:

    Porque votamos PPD/PS/CDS e não nomes, nas Autárquicas.
    Em Oeiras Governou o PPD/PSD. A mistificação começa em esconder o Partido e sublinhar o Nome.

    Assunção Esteves tem sido tema de conversa.
    Parece que não gosta de comunistas a bloquear o funcionamento do Parlamento. Que escândalo. Parece que tem uma reforma pornográfica de 7.000 euros, fruto de dez anos de trabalho no Tribunal Constitucional, o tal que impediu o corte nas reformas mais altas.
    Quem diria? Mas Maria da Assunção Esteves interessa-me por outra razão, uma razão mais subterrânea, mais funda, mais visceral: a Presidente da Assembleia simboliza o snobismo que ainda é a grande peçonha da Pátria. Segundo a revista “Sábado”, esta distinta senhora tem vergonha das suas origens humildes. Uma coisa que devia ser motivo de orgulho, a ascensão social, foi transformada num tabu. Basta referir que Assunção Esteves colocou uma assessora a reeditar repetidamente a sua página da Wikipédia com o objectivo de apagar referências à profissão do pai, alfaiate. Uma filha de alfaiate que chega ao topo devia ser ser motivo de orgulho para a pessoa em questão e, acima de tudo, para a Sociedade. Mas em Portugal este tema ainda causa embaraço. Para se perceber isto, basta olhar para Álvaro Santos Pereira, o indivíduo que teve a coragem de ser a némesis das Assunções e Assuncinhas. Sim, o ex-ministro está no polo oposto do espectro do snobismo: nunca escondeu as suas origens, nunca ocultou a sua história americana de ascensão social. E, quando regressou à Pátria, Álvaro comportou-se como um americano e pediu que o tratassem pelo nome próprio. Ora, a corte jornalística e comentadeira sentiu ali o cheiro da inocência e atacou com a cobardia engraçadista típica da espécie. Esta é a corte que está sempre a elogiar Nova Iorque ou Londres, estas são as pessoas que estão sempre a falar de um “lá fora” mirífico e cosmopolita por oposição ao “cá dentro” pestífero e provinciano. Porém, quando foram confrontadas com um político português que pensa e age através da tal despretensão cosmopolita, estas alminhas cortesãs revelaram aquilo que são na verdade: comadres provincianas. Quais bobas afectadas, empinaram o narizinho aristocrata e andaram por aí a gozar com o “Álvaro” e com o “pastel de nata”. Dissesse o que dissesse, fizesse o que fizesse, Álvaro Santos Pereira só podia ser sinónimo de gozação. Até porque o ex-ministro teve o desplante de recusar os círculos almoçaristas. Perante esta acumulação de pecados sociais, Álvaro estava mesmo a pedi-las, não é verdade? Estava na cara que o snobismo provinciano de Lisboa não ía ficar quieto. Afinal de contas, estamos a falar das pessoas que, à esquerda e à direita, continuam a desprezar um certo gasolineiro de Boliqueime. Estamos a falar dos círculos que ainda usam o termo “arrivista” para descrever alguém que sobe na vida. Por razões distintas, Assunção Esteves e Álvaro Santos Pereira mostram que os 40 anos de Democracia não democratizaram a Sociedade, que continua presa a tiques e maneirismos, a snobeiras e a títulos académicos que substituíram os títulos nobiliárquicos. 40 anos de Democracia não destruíram o País dos queques, dos queques de esquerda e dos aspirantes a queques, o País onde o maior motivo de orgulho é transformado num motivo de vergonha. Esqueçam os gráficos do PIB, o Excel da troika, o sistema político, os governos, os partidos e demais canalha. ESTE É O NOSSO VENENO. H. Raposo.

    Foi também com este veneno que o Partido Social Democrata governou em Oeiras.

  3. FCF diz:

    Não é ” Partido da Câmara ” é a ” Irmandade da Câmara ” pois a rapaziada funciona mais como uma Irmandade do que como um Partido. Vai haver muitos Irmãos que vão ficar sem o seu tacho daí andar já tudo muito stressado há muito tempo. O pior de tudo é que muitos não sabem fazer nada.

    • AAA diz:

      O FCF deve ser mais uma Moita que está à rasca. Boa sorte quando forem todos parar ao centro de desemprego. O vosso Moita pelo menos sempre tem as novelas.

      • FCF diz:

        Ó AAA, compreende-se bem o teu problema. Mas olha as sondagens não te dão razão. Mantem-te calmo sem stress e interioriza o facto de que nem as coisas boas são eternas quanto mais aquelas que são insuportáveis.

      • AAA diz:

        Eu bem estava certo quando disse que o FCF é um Moita que anda à rasca. O Moita já está a tratar do seu futuro. Vocês vão parar directamente ao centro de emprego depois da derrota arrasadora que vão levar nas urnas. Até a Isabel Meirelles teve melhor perfomance. Ao menos desta vez não precisam de ouvir 20 negas como em 2009.

  4. AAA diz:

    Moita Flores que nem vai conseguir ter mais votos que Isabel Meirelles deve tar mesmo preocupado com essa problemática.

    Tanto mais que há sérias dúvidas relativamente à constitucionalidade da Lei 42/2012. Nada de anormal visto que este governo só sabe fazer leis com inconstitucionalidades.

    • pmaia diz:

      Duvidas so se as tiver o senhor pois a lei é bem clara e inclusivamente ja existe jurisprudencia sobre estas situaçoes. Mas como o desespero de alguns é tal, precisam criar falsos casos. Parece-me que quem vai ter menos votos que a Meirelles é alguém que está com problemas de vistas lol

      • AAA diz:

        Eu só disse a verdade.

        É manifestamente inconstitucional a violação do princípio da autonomia do poder local patente na lei 46/2012.

        Quanto ao resto, é interessante notar o desespero dos Moitas quando os confrontamos com a realidade. Estes boys do PSD andam de cabeça perdida.

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