CÂMARA DE OEIRAS: vinho de Carcavelos «CONDE DE OEIRAS», que futuro?


Moita Flores é visto como alguém que fala pouco, apontando-se-lhe tal postura como um defeito. Enganam-se. Enganar-se-ão aqueles que pensam assim.

Entre as várias preocupações que assolam o candidato apoiado pelo PSD conta-se o grande investimento, sem retorno visível nos próximos anos, décadas mesmo, na reabilitação da vinha e na promoção do vinho de Carcavelos Conde de Oeiras e vinho de mesa Casal da Manteiga. Se consideramos que cada garrafa de Conde de Oeiras custa 30,00 euros ou 50,00 euros, consoante a qualidade, e que o vinho de mesa Casal da Manteiga é vendido a 2,50 euros, todos eles muito acima dos seus concorrentes, vinhos do Porto, vinhos da Madeira ou moscatel de Setúbal, ou os vinhos correntes do Alentejo ou Estremadura, facilmente se constata que a câmara municipal de Oeiras está a deitar dinheiro à rua. E como as contas do vinho são dissolvidas na divisão de espaços verdes, não é fácil apanhar-lhe o rasto.

Moita Flores quer saber até ao último cêntimo o investimento feito e retorno tido no vinho de Carcavelos. Pelo que lhe terá sido dado a saber a gestão tem sido catastrófica, tipo PPP’s, um buraco sem fundo. Como não dispõe de todos os elementos que terá solicitado, a decisão final será tomada quando for presidente e que poderá passar por:

  • Auditoria ao Vinho de Carcavelos, saber quanto foi gasto e como foi gasto, investimento e retorno, preço real de cada garrafa, etc.;
  • Se a auditoria financeira confirmar os números que tem, a Câmara poderá proceder à abertura de concurso público para a concessão da exploração do vinho de Carcavelos e marcas Conde de Oeiras e Casal da Manteiga;
  • Se não houver candidatos, a alternativa poderá passar por sensibilizar a Câmara de Cascais a integrar o negócio, pois o nome Carcavelos está associado a uma vila e freguesia do município de Cascais.

Números a que o Oeiras Mais Atrás teve acesso apontam para um investimento de cerca de 3,5 milhões de euros para uma venda inferior a 100.000,00 euros nos vinhos de Carcavelos. A confirmarem-se estes números haverá quem, de boa fé, defenda este ”investimento” sem fundo, quando os valores poderiam ser aplicados em outras necessidades mais prementes como a habitação?

6 thoughts on “CÂMARA DE OEIRAS: vinho de Carcavelos «CONDE DE OEIRAS», que futuro?

  1. FCF diz:

    O Isaltino na prisão e em Moçambique já conseguiu negociar todas as colheitas dos próximos trintas anos. O futuro do vinho de Carcavelos está por isso assegurado.

  2. AAA diz:

    Mas era para dar lucro? Acho que esse nunca foi o objectivo.

    Estudem os temas e não digam asneiras.

    E já agora estudem um bocado de análise financeira. Pode ser que aprendam alguma coisa.

  3. Oeiras diz:

    Olha, vão todos pentear macacos… não têm mais nada com que atacar o actual executivo? Agora o vinho de Carcavelos também deve ser uma coisa para dar dinheiro? Qualquer dia acaba-se com a Câmara e dá-se tudo de outsourcing, só porque fica mais barato…
    Há vistas muito curtas em quem publica estas coisas…

    • Anónimo diz:

      Não conseguimos entender a verdadeira notícia.
      O que lemos são as verdadeiras declarações de Moita Flores? Em que dia e local? Se são, merecem reflexão.
      Quanto ao comentário final do Blogue, não percebemos a aplicação noutras finalidades.
      Esclareçam quando quiserem.
      Nós refletimos assim.
      A qualidade do solo, das vinhas, logo do vinho, será passível de ser questionado? Parece-nos que a qualidade é boa ou óptima, os enólogos poderão dar a classificação comparativamente a vinhos com caracteristicas idênticas. Não será óbvio?
      Quanto à Auditoria, só podemos estar de acordo.
      Mas decerto que Moita Flores não vai fazer uma grande Auditoria, independente e sem auditores condicionados, à Câmara.
      O passo seguinte, seria tirar conclusões e propôr ao Ministério Público que investigasse. Mas isso nunca poderá acontecer.
      Quando assumiu candidatar-se há premissas e entendimentos que são assumidos e nunca poderemos pôr em cheque quem nos convida.
      Mas voltemos ao vinho.
      Se a qualidade é boa, temos que ver a concorrência, descobrir mercados e não perder dinheiro. Não será óbvio?
      Temos o problema da Escala, aí o negócio e os especialistas em gestão terão também de perceber que se os solos são bons, a área da vinha terá de crescer. Se porventura já não restarem áreas em contínuo ou com as características necessárias, talvez aí teremos de pensar que já se ocupou excessivamente o território com betão.
      Com o novo PDM, a construção continuará.
      Quanto às variedades, o vinho de mesa, terá também de ser concorrente nunca abdicando da qualidade.
      Se o preço tiver de aumentar é lógico que aumente.
      Vamos beber menos, aqueles que não tiverem tanto poder de compra.
      Há vinhos que se não bebem muitas vezes, mas em todo o Mundo há apreciadores dedicados.
      A Câmara não pode perder dinheiro neste investimento.
      Este vinho merece esta conversa toda.

    • Anónimo diz:

      Nem mais, este blog está a ser palco de uma série de ataques pessoais e não de críticas construtivas politicamente correctas. É tão fácil criticar, ofender, atacar, principalmente remententes que se julgam muito Homens, muito correctos, tenham paciência,
      isto não é política, não é campanha política…são ataques de pessoas invejosas, pequenas de espirito…
      Identifiquem-se então..se tudo é verdade.
      SEJAM FELIZES!

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