CÂMARA DE OEIRAS: os concursos «à Nuno Vasconcelos»


Conhecem o bacalhau «à Braz», o bacalhau «à minhota», o leitão «à Bairrada»? E os concursos «à Nuno Vasconcelos»?

Perguntarão as leitoras e os leitores o que é que culinária e gastronomia têm a ver com o diretor da câmara municipal de Oeiras, Nuno Vasconcelos?

Atentem nesta notícia e entenderão:

«Ministra afasta presidente do Instituto da Habitação» é o título do DN sobre a destituição de Nuno Vasconcelos, atualmente diretor municipal na Câmara de Oeiras, a quem foi dado o lugar sem concurso. Já faz parte do seu ADN ser dirigente sem concurso e entregar os lugares sem concurso. Para ele, para os familiares ou para os amigos. Ele é júri, auto-júri e auto-nomeado.

Transcrição completa da notícia de 1 de junho de 2010:

«Nuno Vasconcelos anulou parte de concurso para técnicos superiores, depois de o seu genro ter chumbado na prova de conhecimentos.

O presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), Nuno Vasconcelos, soube ontem que a ministra do Ambiente e Ordenamento do Território, que tutela o organismo, não o reconduz no cargo. A decisão foi tomada por Dulce Pássaro num momento em que a polémica está instalada no IHRU devido à decisão tomada por Vasconcelos de anular parte de um concurso para o preenchimento de 11 postos, no qual o genro foi chumbado.

Neste concurso, aberto a 4 de Setembro de 2009, para a carreira de técnico superior, o genro do presidente do IHRU, Vasco Mora, chumbou a prova escrita de conhecimentos com 7,6 valores. O que lhe impossibilitou a passagem à prova oral, a última etapa do concurso. Segundo documentação a que o DN teve acesso, nesta fase foram aprovados dois candidatos, com mais de 16 valores. Só que por despacho, de 12 de Maio de 2010, a que o DN também teve acesso, Vasconcelos, determina a anulação do concurso a partir da prova de conhecimentos, questionando algumas questões nela contidas “não se incluírem na avaliação das competências técnicas ao exercício de determinada função”.

Tenho vergonha de estar num Instituto que faz provas como estas“, disse ao DN o presidente do IHRU, garantindo que a anulação do concurso nada teve a ver com “as duas pessoas conhecidas” que concorreram. “Falei várias vezes com o júri (que é interno) e pedi para toda a gente passar à segunda fase, até porque tecnicamente havia perguntas profundamente erradas na prova de conhecimentos”.

Apesar de não ter reconduzido Nuno Vasconcelos no cargo, o Ministério do Ambiente afirmou “desconhecer” o caso. Fontes do IHRU garantem ao DN que a anulação do concurso “indignou muita gente no Instituto, porque sugere favorecimento do genro do presidente”. E as mesma fontes sublinham que em oito concursos para preenchimento de vagas no IHRU, nunca se verificou qualquer problema. “Nem sequer neste houve reclamação de qualquer concorrente”, acrescentam.

Acresce a este burburinho interno, o facto de o Código de Procedimento Administrativo, no seu artigo 44.º, estabelecer que “nenhum titular de órgão ou agente da Administração Pública pode intervir em procedimento administrativo ou em acto” quando, “por si ou como representante de outra pessoa, nele tenha interesse o seu cônjuge, algum parente ou afim em linha recta ou até ao 2.º grau da linha colateral”.»

Nuno Vasconcelos afirma: «Tenho vergonha de estar num Instituto que faz provas como estas». Sabemos que muitos funcionários da Câmara de Oeiras têm vergonha por serem dirigidos por uma pessoa deste calibre, sem escrúpulos, sem ética, que se comporta como um prepotente, com o aval da vereadora Madalena Castro.

Ficamos a saber que é seu hábito pressionar e influenciar jurados e membros de comissões, como daremos notícia dentro de dias.

Ficamos também a saber que as “cunhas” eram para «duas pessoas conhecidas».

Ficamos também a saber que o genro não é seu familiar, é uma pessoa conhecida.

O que trabalhadores se perguntam é qual o frete que Nuno Vasconcelos tem de fazer para que lhe tenha sido dado, SEM CONCURSO, o lugar de diretor municipal. As viperinas línguas afirmam que o primeiro passo foi dado com a ”queda eminente” do edifício onde funcionavam os Serviços Técnicos, hoje votado ao abandono, a que se junta a negociata das oficinas municipais, para a construção do novo edifício em Vila Fria, Porto Salvo. Garantem as nossas fontes que tudo não passará de uma enorme jogada de bastidores e que o negócio ‘’edifício dos serviços técnicos + oficinas = novo edifício’’ será mais uma jogada para entregar a uma empresa de construção civil e obras públicas que tem sede em Oeiras, que o concurso que vai ser lançado será feito à medida desta empresa que, por mero acaso, é sócia da Câmara de Oeiras num ruinoso negócio de mobilidade e que Nuno Vasconcelos é que terá de dar o corpo ao manifesto.

7 thoughts on “CÂMARA DE OEIRAS: os concursos «à Nuno Vasconcelos»

  1. Francis Obikwelo diz:

    Sondagem fresquinha? Qual aquela que foi feita quando o Isaltino ainda era Presidente em que coloca a questão ao Munícipe se vota no Isaltino ou no Moita? Os Iomafs andam a vender essa sondagem desde a alguns meses mas nunca a publicaram por saberem quando foi realizada e como foi realizada. Dizem funcionários da CMO e mesmo personalidades do nosso Concelho que telefonemas diários são realizados a dar conta dessa sondagem.
    A verdade é que o desespero começa ser bem evidente perante a realidade da vitória de Moita Flores. Há muito para mudar e esta perto de mudar. Os Oeirenses já se cansaram de tanto apego ao poder.

    • AAA diz:

      Não me diga que está a falar daquela sondagem delirante da Sociogest.

      Moita Flores está derrotado e vai ficar bem atrás do Marcos Sá.

  2. Oeiras diz:

    E isto vai continuar, a fazer fé nas sondagens fresquinhas que já dão Vistas à frente de Flores por quase 7 pontos percentuais…

  3. Anónimo diz:

    Digam-nos o que sabem sobre Ezequiel Lino desde que assentou em Oeiras.
    O que tem feito, em que projectos e assessorias tem colaborado.
    Porque vem para Oeiras, um autarca eterno?

    • Anónimo diz:

      Não há respostas no Blogue?
      Talvez os administradores estejam de férias.
      Os oeirenses já estão há muito, completamente indiferentes à vida autárquica.

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