COUP D’ÉTAT


O que se passou no dia 14 de Maio de 2013, pelas 16 horas, no gabinete do Presidente da Assembleia Municipal de Oeiras, foi uma tentativa de Golpe de Estado palaciano que, no caso de Oeiras, consiste no derrube ilegal de um presidente, Isaltino Morais, democraticamente eleito, legitimado pelo voto popular.

Consultada a Wikipédia, ficamos a saber que «Um golpe palaciano é uma espécie de golpe de Estado pelo qual um governante ou um setor do governo é afastado por forças pertencentes ao mesmo governo, sem seguir as normas legais estabelecidas para a substituição das autoridades

A presença na reunião do Diretor do Gabinete Jurídico, António Cunha, que apresentou ao Presidente da Assembleia Municipal e aos líderes municipais – António Moita (IOMAF), Alexandra Moura (PS), Jorge Pracana (PSD), Daniel Branco (CDU), Isabel Sande e Castro (CDS-PP) e Miguel Pinto (BE) – na presença de Paulo Vistas, um parecer jurídico que preconizava a destituição do Presidente eleito, foi a tentativa para legitimar uma tomada palaciana do poder na Câmara de Oeiras, e que foi recusada pelos líderes, com António Moita a defender a suspensão e nunca a destituição de Isaltino Morais, no que foi secundado pelo PS e PSD, com as dúvidas expressas por Daniel Branco.

Sobre o «tal» parecer ficou por esclarecer o seguinte: quem o pediu?

Um funcionário da Câmara, no caso o Diretor do Gabinete Jurídico, nunca iria por sua alta recreação elaborar um parecer sem que alguém lho tivesse solicitado!

Quem tem a ganhar com o afastamento definitivo de Isaltino Morais?

Quem quer afastar Isaltino mas não quer que o seu movimento se extinga?

Por que é que a candidatura de Paulo Vistas não se chama POMAF – Paulo, Oeiras Mais à Frente ou VOMAF – Vistas, Oeiras Mais à Frente?

Puxem pela cabeça e encontrarão a resposta!

E assenta que nem uma luva a expressão de «golpe palaciano» porque Paulo Vistas dando-se conta da bacorada cometida, promoveu ao início da tarde de ontem, 15 de Maio, no Palácio do Marquês, antigas instalações do INA, uma conferência de imprensa onde procurou justificar-se e desmentir todas informações que o ligam à tentativa de destituição de Isaltino Morais.

Paulo Vistas é agora o Presidente em exercício da Câmara Municipal de Oeiras, mantendo-se Isaltino Morais como o Presidente eleito, ainda que com o mandato suspenso.

As notícias veiculadas pelo DN esta quarta-feira sobre a tentativa palaciana de afastamento de Isaltino Morais ganham foros de verdade, por mais desmentidos que faça o até agora vereador Paulo Vistas.

Entretanto, Alexandre Luz, Presidente da Comissão Política do PSD de Oeiras, considera que este documento “era uma forma de Paulo Vistas assumir a presidência pela secretaria”, acrescentando que “há um conflito latente entre as hostes que apoiaram Isaltino Morais”.

Em jeito de remate, apraz-nos fazer este comentário: tão amigos que eles eram, Vistas e Luz (ou ainda são e isto não passa de uma grande encenação para tramar Moita Flores e o PSD)!

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