ISALTINO MORAIS: VISITA A NEGÓCIOS PRIVADOS EM MOÇAMBIQUE À CUSTA DE VIAGENS PÚBLICAS?


«Messa Energia – Import e Export, Limitada

Certifico, para efeitos de publicação, que por escritura de vinte e oito de Novembro de dois mil e doze, exarada de folhas setenta e oito a folhas oitenta do livro de notas para escrituras diversas número vinte e quatro E, do Terceiro Cartório Notarial de Maputo, perante Fátima Juma Achá Baronet, licenciada em Direito e notaria em exercício no referido cartório, foi constituída por: Isaltino Afonso Morais, Fernando Manuel Rodrigues Gouveia, Sérgio José Mateus Ngoca, Natacha Morais e Emanuel Francisco dos Santos Rocha de Abreu Gonçalves, constituem entre si uma sociedade comercial por quotas de responsabilidade limitada.»

Começa, assim, a publicação no Boletim da República (de Moçambique), III SÉRIE – Número 4, de terça-feira, 15 de Janeiro de 2013.

Um mês depois, Isaltino Morais e Emanuel Francisco dos Santos Rocha de Abreu Gonçalves, seu adjunto, partem para uma viagem de 10 dias a Moçambique. Falta saber se Fernando Manuel Rodrigues Gouveia, dono da MRG e  parceiro da dupla Isaltino/Vistas nas Parcerias Público-Privadas de Oeiras, também foi na comitiva paga pelas finanças municipais, o que estamos a indagar.

Sérgio José Mateus Ngoca e Emanuel Francisco dos Santos Rocha de Abreu Gonçalves são os gerentes da sociedade. Vamos ficar atentos a futuras deslocações do adjunto de Isaltino Morais ao Maputo e a Inhambane, à custa do erário público.

Na altura em que escrevinhamos estas linhas sabemos que Isaltino Morais e a comitiva do Município de Oeiras ainda se encontram na capital moçambicana, sendo do nosso desconhecimento a data de regresso a Lisboa.

Para saciar a curiosidade dos oeirenses informamos que o Boletim da República nos foi remetido por um funcionário da Autoridade Tributária de Moçambique, delegação de Inhambane, Patrício Marrumba, filho do Maputo,  pelos vistos (e não vistas) leitor do Oeiras Mais Atrás.

As perguntas que deixamos às centenas de leitores que sabemos ter dentro e fora de Oeiras são estas:

1. A viagem a Moçambique foi oficial ou para tratar de negócios privados?

2. Não é estranho, não é uma coincidência demasiado coincidente que a mesma se tenha realizado cerca de um mês depois da publicação oficial da constituição da MESSA ENERGIA, em que Isaltino Morais é sócio?

Que os vereadores, que os deputados municipais questionem estes factos e que o Presidente lhes responda. Sem rodeios. Sem ironias. Sem manobras de diversão. Sem arrogância. Com humildade.

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3 thoughts on “ISALTINO MORAIS: VISITA A NEGÓCIOS PRIVADOS EM MOÇAMBIQUE À CUSTA DE VIAGENS PÚBLICAS?

  1. FCF diz:

    Mais grave do que as viagens pagas pela autarquia é a situação que se vive na CMO. Paulo Vistas não é menos corrupto do que Isaltino. Paulo Vistas lidera uma autêntica máfia dentro da Câmara e branqueia os actos de corrupção desta. Há técnicos na Câmara que são corruptos e que têm uma relação muito amistosa com tudo o que é construtor no Concelho de Oeiras beneficiando estes de procedimentos totalmente ilegais. A CMO nem sequer se digna responder às exposições apresentadas pelos seus municipes relativas a actos de corrupção. A corrupção é tanta que até o pessoal menor a comenta com os municipes. Por sua vez o cidadão comum para ter um problema resolvido necessita de anos, de dezenas de procedimentos e de gastar o que tem e o que não tem. Com o cidadão comum para qualquer procedimento a CMO evoca sempre uma enormidade de leis. Para os amigos construtores a lei não existe. Com isto pelos vistos ninguém se preocupa.

    • Algesino diz:

      Os crápulas, ladrões oficiosos, padrinhos de grupos organizados tipo mafias, neste país são como peixe na água. Nada os atinge, estão acima do poder judicial, vivem em alegre convívio com seus pares. Mas a culpa não é apenas deles, da sua falta de consciência social e de total ausência de valores humanos. A culpa deve-se também a quem os alimenta e neles vota. Por isso, esta de um “cadastrado” presidente de câmara ter negócios privados em Moçambique ou noutros países, claro que à custa do erário público, até é de somenos importância. E quantos não andam por aí à solta! O chato é que estes são aqui do nosso burgo…e termos vizinhos destes não é boa vizinhança!

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