A PARDALESCA GOLPADA


No dia 22 de janeiro passado, terça-feira, a Assembleia Municipal de Oeiras tinha como um dos pontos da ordem de trabalhos a apreciação e votação da transformação dos SMAS de Oeiras – Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Oeiras em Serviços Intermunicipalizados de Água e Saneamento de Oeiras e Amadora, o que não veio a acontecer, por razões que o «Oeiras Mais Atrás» não conhece na plenitude, constando que estará relacionado com a falta de uma informação e ou parecer de um determinado organismo público.

Dos documentos de suporte entregues aos deputados municipais consta um relatório sobre a sustentabilidade dos atuais SMAS de Oeiras, por estes encomendado. Quem foi, quem é o autor do relatório?

Nem mais, nem menos que o amigo Pardal, a reboque da célebre CHANCE TO TRY e da não menos famosa EUROGEST, à qual se juntou a frase “Since 1983” e a expressão “a Reynolds & Goldberg Group Company”, para dar uma maior cagança ao Relatório e Parecer.

Pesquisamos no Google a “Reynolds & Goldberg Group Company” e o mais parecido que nos apareceu foi a atriz Whoopi Goldberg e uma “Reynolds and Development Group Company” na Florida, EUA. Conclusão: o tal grupo não existe ou é uma fachada da CIA, da MOSSAD ou do SIS de Portugal!

Analisado o Relatório e Parecer detetamos as seguintes singularidades:

1. O subtítulo é linguisticamente deveras sugestivo: «ESTUDO RELATIVO AOS ASPECTOS ECONÓMICOS TENICOS E FINANCEIROS A QUE ALUDE Artº 8º nº 3 da lei50/2012 de 31 de Agosto».

a) É visível a confusão entre a escrita com e sem recurso ao Acordo Ortográfico (AO) com a utilização do adjectivo «TENICO», pois nem é carne nem peixe, nem é «TÉCNICO» (grafia correta), nem «TÉNICO», expressão que não existe, muito menos «TENICO» (o mais aproximado é PENICO, que toda a gente sabe o que é, também conhecido por BACIO)!

b) A expressão que o Pardal deveria utilizar, corretamente, seria “TÉCNICO”!

2. Outro erro clamoroso e inaceitável é a expressão “lei50/2012”.

a) A grafia correta seria “Lei 50/2012, de 31 de Agosto” ou, com recurso ao Acordo Ortográfico “lei 50/2012 de 31 de agosto”, pois os meses e as estações do ano para quem é adepto do AO escrevem-se em letra minúscula.

3. O Relatório e Parecer é composto por 38 páginas, incluindo a capa, tendo sido destinadas 11 (!) para o currículo profissional (CV) de Paulo Modesto Pardal, o que é obra!

4. No segundo parágrafo da página 5, ficamos estonteados com a seguinte afirmação:

«Instituídos na década de 20 do século passado, os SMAS não prosseguem fins lucrativos; De facto…»

a) Os SMAS não prosseguem fins lucrativos? O amigo Pardal diz que vive em Oeiras, mas deve ser em Oeiras do Piauí!

b) Os SMAS de Oeiras têm dado lucro (e bastante), tendo em 2010 repartido 15 milhões de euros pelos municípios de Oeiras e da Amadora (metade para cada), e no ano findo (2012) cada um recebeu 3,5 milhões!

c) Outro erro: após um “ponto e vírgula” começa-se por letra minúscula e não maiúscula, com ou sem Acordo Ortográfico!

5. No rodapé da página 5, nova calinada: «Doravente, abreviadamente…»

a) «Doravente» ou Doravante?

6. Na página 20, mais um aborto ortográfico:

«Em suma, suportaca num perfil…»

a) Suportaca? Ou suportada? Ou estaria a pensar na Supertaça?

b) O Pardal não faz revisão ortográfica dos seus relatórios e pareceres manhosos?

7. Na página 23 voltamos a arregalar os olhos, prestes a saírem-nos das órbitas:

«Poupando o(s) leitor(es) ao hermetismo dos cálculos…»

a) O leitor? Os leitores? Mas este Relatório é tipo «Maria», «Nova Gente», «TV 7 Dias»?

b) Adorável, sem dúvida, no 3º parágrafo a expressão «…130 Mio euros…» Os consumidores bem miam, de nada lhes valendo!

SÍNTESE DE CONCLUSÕES (utilizando a pardalesca expressão):

  • Trata-se de um Relatório e Parecer (?) desnecessariamente encomendado, já que os elementos de suporte constam dos relatórios financeiros da instituição, Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Oeiras, elaborados pelos técnicos e revisores de contas.
  • Um aluno do 1º ano de Economia faria, no mínimo, igual.
  •  Os erros ortográficos são inadmissíveis num trabalho, por menos académico e financeiro que pretenda ser.
  • Apelidar de RELATÓRIO E PARECER este documento é um autêntico embuste e, a ser pago a PAULO MODESTO PARDAL, à CHANCE TO TRY ou à EUROGEST, é uma vigarice que deve merecer a atenção das entidades com responsabilidades de inspeção e fiscalização das autarquias locais.
  • Diz o Povo que «em terra de cegos quem tem olho é rei», em Oeiras, nos SMAS, o rei é o Pardal e os cegos são os consumidores e munícipes que sustentam os alarves!

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