A GESTÃO DOS SMAS DE OEIRAS


Este blogue, ao contrário de outros, que fazem da intriga, da injúria, da calúnia e da difamação o seu way of life, pauta-se pela denúncia do que considera ser uma governação/gestão incompetente, opaca, prenhe de irregularidades e, por vezes, de ilegalidades.

As denúncias que fazemos são sempre suportadas por documentos públicos, às quais não é dada a devida atenção, cujo teor passa despercebido.

Para além dos inúmeros atos de governação à vista, de populismo desenfreado, de demagogia eleitoralista oriundos da Câmara Municipal, o que se passa nos SMAS de Oeiras e Amadora não é muito diferente. Os lucros sucessivos apresentados pela gestão IOMAF desviam os olhares de pequenas-grandes jogadas, de pequenos-grandes negócios, onde o amiguismo impera.

Os SMAS de Oeiras só não contratam por ajuste direto empresas unipessoais para limpar o rabo aos gestores/administradores porque daria muito nas vistas.

Eis alguns casos da gestão IOMAF dos SMAS de Oeiras e Amadora:

1. No dia 30 de maio de 2011 é constituída a empresa CHANCE TO TRY – UNIPESSOAL, LDA., que tem por objeto a prestação de serviços de consultoria de gestão e negócios, sendo designado gerente Paulo Manuel Barradas Modesto Pardal.

2. No dia 1 de junho de 2011, dois dias após a constituição da sociedade é feita uma retificação na gerência, inicialmente atribuída a Paulo Manuel Barradas Modesto Pardal, substituído por Teresa Maria Lopes Infante Gonçalves, a proprietária.

3. No dia 21 de setembro de 2011, Paulo Manuel Barradas Modesto Pardal renuncia à gerência.

4. No dia 28 de setembro de 2011, Catarina Adelaide Barradas Modesto Pardal assume a gerência.

5. No dia 12 de janeiro de 2012 os SMAS contrataram por 16.000,00 euros a empresa CHANCE TO TRY – UNIPESSOAL, LDA., para a prestação de serviços de assessoria financeira, bem diferente do descrito no pacto social.

6. No dia 24 de abril de 2012 a sociedade unipessoal por quotas é transformada em sociedade por quotas, cujos sócios são Paulo Manuel Modesto Barradas Pardal, com a quota de 100,00 euros, e PLURALIS MAJESTATIS, S.A., detentora da quota de 4.900,00 euros, constituída no dia 20 de setembro de 2011, cujo administrador único é Paulo Manuel Modesto Barradas Pardal.

7. A duas sociedades, CHANCE TO TRY e PLURALIS MAJESTATIS, S.A., têm sede na mesma morada de Oeiras.

Quem é esta personalidade, PAULO MANUEL BARRADAS MODESTO PARDAL, que 7 meses após a constituição de uma sociedade unipessoal consegue um contrato de prestação de serviços com os SMAS de Oeiras?

Em todos os seus currículos é apresentado como administrador do Grupo Eurogest. Ora, tanto quanto se sabe, o Grupo Eurogest era constituído por 5 empresas, a saber:

a) EUROGEST – Consultores de Gestão Associados, S.A.

b) EUROGEST R – Serviços de Gestão e Reorganização, Lda.

c) EUROGEST INTERNACIONAL Consultadoria e Cooperação Internacional, Lda.

d) NOVA EUROGEST – Serviços de Consultoria de Gestão, Promoção de Negócios, Lda.

e) EUROGEST 2 – Counselling Services, Lda.

Vamos ver o que aconteceu às EUROGEST.

No dia 9 de fevereiro de 2011, no Tribunal do Comércio de Lisboa, 1.º Juízo, foi proferida sentença de declaração de insolvência da Eurogest Internacional Consultadoria e Cooperação Internacional, Lda., sendo administrador da devedora Paulo Manuel Barradas Modesto Pardal.

No dia 19 de dezembro de 2011, no Tribunal do Comércio de Lisboa, 4.º Juízo, foi proferida sentença de declaração de insolvência da Eurogest – Consultores de Gestão Associados S. A., sendo administrador da devedora Paulo Manuel Barradas Modesto Pardal.

As questões que se colocam são as seguintes:

I. Sendo insolvente, em virtude de ser acionista e administrador da EUROGEST Consultores, poderia Paulo Manuel Barradas Modesto Pardal constituir a CHANCE TO TRY?

II. Perante a situação de insolvência poderia o SMAS de Oeiras fazer um ajuste directo à CHANCE TO TRY, cujo gerente era Paulo Manuel Barradas Modesto Pardal, para um mês depois (fevereiro de 2012) assumir a propriedade da empresa?

III. A primeira titular da CHANCE TO TRY, Teresa Maria Lopes Infante Gonçalves, terá sido a «lebre» para permitir que Paulo Modesto Pardal conseguisse o contrato com os SMAS?

IV. Os SMAS de Oeiras não deveriam ser mais criteriosos na escolha das empresas cujos «serviços» contratam?

V. Que critérios presidem à escolha das entidades que prestam «serviços» aos SMAS de Oeiras?

Garantiram-nos que Paulo Modesto Pardal vai apresentar (ou terá apresentado) um estudo financeiro sobre a eventual transformação dos SMAS de Oeiras em serviços intermunicipalizados de Oeiras e Amadora. Logo que possamos confirmar esta informação partilhá-la-emos com os leitores.

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3 thoughts on “A GESTÃO DOS SMAS DE OEIRAS

  1. Zé das Medalhas diz:

    Alguém sabe da reestruturação dos smas? E da câmara? Ouve se falar que vao ser cortados dirigentes, alguem tem elementos que queira publicar?

  2. Luis Miguel. diz:

    Há muita maneira de obter bons ganhos e deixar credores a arder. Se os serviços são de consultoria financeira isto não é cadastro é curriculo….

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