Complexo Desportivo de Porto Salvo: mais uma mentira IOMAFiana (III)


Passam-se umas semanas e a obra é interrompida: as máquinas pararam, a empresa sumiu, o complexo está em risco. 

Tininho vai a Porto Salvado e descansa os tansos do Atlético e os otários que nele votaram: “O complexo vai avançar. Fez-se apenas uma pausa, o empreiteiro não consegue financiamento da banca, mas a obra vai avançar. Em 2012 isto está pronto. Vá, venham daí, pago-vos um copo!”  Tudo o que seja à borliú é bem vindo e o Tininho é um gajo porreiro. O Ferreira sussura para o Manel Francês: “O Presidente não nos quis dizer que já tinha pago à empresa. De certeza que os gajos receberam o carcanhol e se piraram. Este homem tem um coração do tamanho da Caxias ou da Carregueira.” O Manel Francês revirou os olhos, meio atordoado e retorquiu: “Querias dizer do tamanho do mundo, não era?” O “Merkel” reforça: “Do tamanho de Caxias, percebes, parte alta de Caxias que tem uns muros brancos, arame farpado, umas guaritas, umas câmaras de vigilância, uns ‘ménes’ com umas ‘ganes’ e a Carregueira é akela Carregueira com centro de férias pagas, capice?” O Francês finalmente entende: ”Eh, pá, fdx, não me digas que desejas isso ao homem, pá? É um santo, não faz mais porque não o deixam fazer, pá! És um ingrato do car(v)alho, fdx, a casa onde tu moras foi ele que ta alugou, judeu do car(v)alho!” O Alemão responde-lhe na mesma moeda: “E a tua casa, foi o Pai Natal que ta deu, não? Vai-te ‘afonso’, trafulha do pénis.”

A conversa começa a azedar. Tininho, o Santo, apercebe-se e tenta pôr água na fervura: “Não precisam de discutir por causa da empresa. Está tudo controlado. Os vossos filhos, os vossos idosos, os vossos cães e gatos (sim, porque o complexo vai ter uma área canina e outra área gatil que eu mandei pôr no projecto) vão ter aquilo que merecem.”

Chegam à sede do Atlético. À porta está o Chico “brasileiro”, 30 anos de Brasil, São Paulo. Abraça o Tininho. Este tenta imitar o Chico: “Como vai meu chapa?” O Chico, que é danado para a prostituta da brincadeira, responde: “Como vai o complexo Presidente?” Tininho desata a rir, saca de um charuto e enfia-o nas trombas do brazuca de trampa.

“Bebida para todos!” diz o Tininho. Lá dentro estão mais de vinte gajos: vivem todos em casas da CMO, com rendas que variam entre os 2 e os 10 aerios, votam todos no IOMAF, vivem todos do rendimento mínimo, abastecem-se no banco alimentar e chulam os contribuintes.

Ao fim de meia hora está tudo perdido de bêbado, excepto Tino. O “alemão”, mais vermelho que um tomate, vira-se para o Chico brasileiro e pergunta-lhe: “Chico, conta lá aquela invenção que os gajos de São Paulo inventaram quando lá estavas, aquela coisas dos envelopes…” O brazuca, mais perdido que achado, tenta lembrar-se do que contava aos seus amigos da pinga quando regressara do BR: “Deve ser aquela dos envelopes andantes, que andavam das construtoras até à prefeitura…”  Tininho de Mirandela acusa a piada: “Vai curá-la, borracholas!” O brasileiro sente-se ofendido, mas como homem do Norte que é responde-lhe bebedolamente: “Eh, pá, ouvi dizer que esses envelopes andantes também chegaram a Oeiras…”

Para não perder a postura, Tininho de Mirandela retira-se e pede ao barman (bardrunk seria mais apropriado, estava tão bêbado quanto os outros) que aponte a conta numa pedra de gelo. E não é que o gajo vai à arca, tira uma barra de gelo e com a faca grava: “Tininho de Mirandela 100 aérios”.

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